Como Mila Kunis e Ashton Kutcher estragaram o natal para Wyatt

Com dois filhos pequenos em casa, Mila tentou fazer do natal um momento mágico, porém, nada saiu como planejado. Em uma nova entrevista, a atriz conta como ela e seu marido estragaram o natal para Wyatt. Confira abaixo:


A Bad Moms Christmas mostra o sofrimento que todas as mães enfrentam todo ano perto do natal.

Mila Kunis certamente sabe como é lidar com a pressão. A estrela do hit Bad Moms e sua sequência a Bad Moms Christmas, que teve seu trailer lançado essa semana, já passou por isso.

Kunis e seu marido, Ashton Kutcher, experimentaram o primeiro fracasso de natal com sua filha de dois anos de idade, Wyatt.

“Para nós dois, a ideia de fazer a manhã de natal algo mágico é uma estranha pressão que colocamos em nós mesmos,” ela explica. “Nós fizemos isso para a nossa filha que não deu a mínima.”

Primeiramente, teve a rejeição da ideia do Papai Noel invadir sua casa.

“A ideia de dizer que havia um homem gordo que desde pela lareira, um estranho em nossa casa que deixa alguns presentes e come seus biscoitos a deixou aos gritos,” diz Kunis. “Não tem nada mágico sobre isso. Ela ficava ‘Porque o Papai Noel está na minha casa?’ Foi um desastre.”

Mas fica pior. Kutcher e Kunis também tiveram a ideia de fazer parece que o Papai Noel havia invadido a casa.

“Você coloca um pouco de farinha na sola de uma bota e anda pela casa. E parece com pegadas de neve. Ela não ligou, não entendeu,” Diz Kunis. “Eu estava limpando o chão e pensando ‘Que merda.’ Minha filha não ligou para as pegadas de farinha. Isso foi um verdadeiro desastre.”

Kunis e Kutcher tem um novo bebê, Dimitri, mas eles pegarão leve esse ano.

“Você sabe o que minha filha ama? Qualquer desculpa para comer panquecas,” diz Kunis. “Eu não preciso fazer disso algo mágico. Eu só preciso de algumas panquecas e então ela está feliz.”

Fonte 


Mila fala sobre ter mais filhos e como a maternidade mudou sua vida

Durante o painel da STX no CinemaCon Mila conversou com alguns sites sobre sua nova vida. A atriz contou que não pensa em ter mais filhos no momento e sobre como a maternidade mudou a sua vida. Confira abaixo:


Mila Kunis e Ashton Kutcher não querem mais filhos depois do nascimento do segundo filhos, Dimitri, em novembro.

“Nós estamos bem com dois agora,” disse Mila ao Enterainment Tonight. “É perfeito. Eu tenho duas crianças saudáveis e maravilhosas. Pra que vou testar a minha sorte?”

O casal, que se casou no verão de 2015, também são pais de Wyatt Isabelle.

“É muito diferente do bebê um para o dois,” Explicou Kunis. “Com o primeiro bebê eu ficaria ‘Oh meu Deus, Oh meu Deus, o que eu vou fazer?’” Com o segundo bebê eu apenas fico ‘Eu tenho minha bomba de leite, meu relógio, preciso pegar a outra na escola em três horas. Eu preciso ir.’ Você precisa ser mais pontual. Na primeira vez eu estava surtando, mas agora eu estou bem. Está todo mundo vivo.”

“As pessoas ficam ‘Você precisa de uma sala para tirar o leite?’ e eu respondo ‘Não, vou fazer aqui mesmo.’ Eu não ligo. Eu realmente não ligo. É diferente.”

Kunis explicou melhor. “Você está correndo na defesa, cada um tem um e está tudo bem. Quando você tem três você está na ofensiva. Eu não sei o que fazer nesse momento. Você está lutando para manter todos vivos. Parece que estamos sendo sufocados por coisa de plástico e fraldas e brinquedos,” ela ri. “É louco. Nós costumávamos ser legais e limpos. Nossa casa costumava ser moderna e intocável – tudo muda quando você tem filhos.”


Mila fala sobre o sexismo na industria cinematográfica

Mila usou o site Aplus para postar um texto contando sua experiência na industria sexista de Hollywood. Confira o texto completo abaixo:


 

“Você nunca mais irá trabalhar nessa cidade”

Um clichê, mas foi exatamente o que um produtor ameaçou quando me neguei a posar semi nua na capa de uma revista para promover nosso filme. Eu não estava mais disposta a me submeter a um compromisso que eu tinha feito. “Eu nunca mais irei trabalhar nessa cidade?” Eu estava lívida, eu me senti como um objeto, e pela primeira vez na minha carreira eu disse não. E adivinhe? O mundo não acabou. O filme fez um monte de dinheiro e eu trabalhei novamente na cidade. E de novo. E de novo. O que esse produtor não percebeu, é que ele falou em voz alta o medo que toda mulher sente ao lidar com a diferença de gêneros no trabalho.

É o que somos condicionadas a acreditar – que se falarmos, nosso modo de viver será ameaçado; Que se nos erguemos isso levará à nossa morte. Nós não queremos ser chutadas da caixinha de areia por ser uma vadia. Por isso, comprometemos a nossa integridade pelo bem de manter o status e esperamos que a mudança esteja chegando.

Mas a mudança não está chegando tão rápido assim para ajudar meus amigos, meus pares ou ate mesmo meus filhos. De fato, um estudo recente feito pela American Association of Universtiy Women mostra que a diferença salarial está se fechando a uma taxa tão lenta que será 136 anos antes das mulheres serem pagas igualmente aos homens. 136 anos. E a diferença salarial é apenas uma quantificação clara da subvalorização das contribuições da mulher no ambiente de trabalho.

Ao longo da minha carreira, houve momentos onde eu fui insultada, deixada de lado, recebi menos, criativamente ignorada, e diminuída com base no meu sexo. E sempre, eu tentei dar as pessoas o beneficio da dúvida. Talvez eles saibam mais, talvez eles tenham mais experiência, talvez houvesse algo que eu estava perdendo. Eu aprendi que para ter sucesso como uma mulher nesta indústria eu teria que jogar pelas regras do clube dos meninos. Mas quanto mais velha eu fico e quanto mais eu trabalho nessa indústria, mais eu percebo que isso é bobagem. E pior, eu era cúmplice em permitir que isso acontecesse.

Então, eu comece o meu próprio clube. Eu formei uma companhia de produção com três mulheres surpreendentes. Temos lutado para desenvolver programas de televisão com qualidade com vozes e perspectivas únicas. Desde a nossa criação, tivemos a sorte de nos associarmos com incríveis produtores, homens e mulheres, que nos tratam como parceiros iguais. Recentemente, nós assinamos um contrato com um produtor masculino influente em um projeto que iluminaria uma questão social – ironicamente – inclusão e nossa experiência humana compartilhada.

No processo de lançamento desse projeto para uma empresa maior, os emails típicos foram mandados para os empresários. No email, este produtor escolheu enviar este:

“E Mila é uma super estrela. Uma das maiores atrizes de Hollywood e logo será esposa e mãe do bebê de Ashton Kutcher.”

Esse foi o email. Implicações factuais de lado, ele reduziu o meu valor para nada mais que a minha relação com um homem de sucesso e minha capacidade de ter filhos. Ignorou a minha (e do meu grupo) criatividade e contribuições logísticas.

Retiramos o nosso investimento no projeto.

Sim, esse foi apenas um comentário. Mas são esses comentários que mulheres lidam diariamente nos escritórios, nos telefonemas e emails – micro agressões que desvalorizam as contribuições e o valor das mulheres que trabalham duro.

Preconceito de gêneros é quase sempre sutil e imperceptível, e até mesmo totalmente indetectável para aqueles que compartilham o gênero. Ficou claro em emails posteriores desse produtor que ele estava totalmente inconsciente de que suas palavras eram tão terríveis. O que ele caracterizou como um comentário leve foi realmente um modo de desmerecer minhas contribuições e habilidade de ser levada a sério como uma parceira criativa.

Eu não tenho interesse em difamar esse homem. Preconceitos de gêneros cegos estão embutidos em cada faceta da nossa vida. Eles são reforçados por nossas instituições educacionais: os homens dominam as figuras que estudamos na história, as luminárias da matemática, da ciência e da tecnologia sobre quem aprendemos, e autores do discurso político que nos ensinam a reverenciar. Estamos inundados de histórias de superioridade masculina que nos cegam a arquitetura de nossos próprios relacionamentos. A própria palavra “cego” nos informa de tudo. Ninguém fica chateado quando um cego bate em uma parede, mas a parede não cessa de produzir força.

Eu estou cansada de me comprometer. E mais, estou cansada de estar comprometida. Então, a partir desse momento, quando eu for confrontada com um desses comentários, sutis ou abertos, vou abordá-los de frente. Vou parar no momento e fazer o meu melhor para educar. Não posso garantir que minhas objeções serão levadas a sério, mas pelo menos agora faço parte de criar um ambiente onde haja oportunidade de crescimento. E se meus comentários caírem em ouvidos surdos, eu irei embora.

Se isso está acontecendo comigo, está acontecendo mais agressivamente com mulheres de todos os lugares. Eu tenho sorte que alcancei um lugar onde eu possa parar de me comprometer e ficar no meu lugar sem medo de como eu irei colocar comida em minha mesa. Eu também tenho sorte que eu tenho a plataforma para falar sobre essa experiência na esperança de trazer uma voz mais a conversação de modo que as mulheres no local de trabalho possam se senti um pouco menos sozinhas e mais capazes de continuar.

Eu irei trabalhar novamente nessa cidade, mas eu não vou trabalhar com você.


Mila fala sobre sua carreira, Hollywood e muito mais com o THR

Mila conversou com o The Hollywood Reporter sobre sua vida como mãe, o que mais gosta em Hollywood e em como o nascimento de Wyatt mudou a forma que ela escolhe seus filmes. Confira:


Em Bad Moms, a personagem de Mila Kunis, Amy Mitchell, é uma mãe de dois tentando balancear trabalho, família e o que os outros veem como “a mãe perfeita.” É algo normal e algo que Kunis, mesmo sendo uma nova mãe, disse estar lidando quando teve a oportunidade de estrelar o filme da STX Entertainment, que já está nos cinemas. Na verdade, ela diz que foi por esse motivo que fez o filme.

Em Bad Moms, Amy, que já trabalha demais e está estressada demais, tem um dia infernal que termina com ela declarando, em uma reunião de pais e mestres, estar cansada de ser a mãe perfeita. Suas palavras chamam a atenção de outras duas mães, Carla (Kathryn Hahn) e Kiki (Kristen Bell), e juntas as três decidem virar “mães más” e não se preocuparem com as expectativas de como devem se comportar e criar seus filhos.

Bad Moms é o primeiro filme que Kunis faz desde que deu a luz a sua filha Wyatt, e talvez seu último por um tempo, já que ela planeja tirar um tempo depois do nascimento de seu segundo filho com seu marido, Ashton Kutcher. A atriz disse que se tornar mãe, a fez mais seletiva quando se trata de escolher seus projetos.

Enquanto muitas atrizes dizem não querer interpretar a “mãe” ou “esposa/namorada” ao lado de outro personagem poderoso, Kunis diz que esse filme, no qual as mães são as personagens principais, que às vezes foi considerado um papel menor.

A atriz conversou com o THR sobre maternidade, Hollywood e a pressão de estar ao lado de Martha Stewart, que aparece em Bad Moms.

Você sente a pressão que Amy sente, em termos de tentar ser perfeita e balancear trabalho e família?

Essa foi a razão pela qual eu fiz o filme. Porque eu penso que, para mim, depois que eu decidi começar uma família, eu estava meio hesitante sobre voltar ao trabalho e sentia muita culpa quando escolhia o trabalho no lugar da minha filha. Eu tenho um apoio incrível em casa. Eu tenho um marido incrível, que diz, ‘Você precisa estar realizada e feliz a fim de ser uma mãe realizada e feliz’. Como mulher, nós colocamos muita pressão em nós mesmas para balancear vida e família, com ou sem crianças. Eu acho que é uma batalha constante. Então eu me relaciono muito com essa personagem.

O que você espera que as pessoas levem desse filme?

Eu espero que as pessoas saiam com o sentimento de que não existe tal coisa como balanço e não existe tal coisa como perfeição, você só precisa ser o pai perfeito que seu filho precisa. Você não pode ser até ser uma pessoa perfeita para si mesmo, até ser boa para si e tomar conta de si, e até estar completa como uma mulher ou homem, ou marido ou mulher, você nunca vai ser uma mãe perfeita. Eu acho que o importante é saber que é OK ser um pouco egoísta às vezes.

Se tornar mãe afetou o modo em que você escolhe seus personagens? Te fez mais seletiva?

Oh meu Deus, sim, quero dizer antes de ter Wyatt, eu iria trabalhar em um filme pelo qual eu me interessava. Eu ficaria ‘Oh, isso soa como um bom projeto.’ Não importava onde seria e o quanto eu ficaria longe de casa pois eu era como uma cigana. Quero dizer, eu literalmente vivia fora de casa na maior parte dos meus 20 anos, e foi ótimo. Eu nunca trocaria por nada do mundo. Mas quero dizer, ter uma família em casa, suas prioridades mudam um pouco, de uma boa maneira. Eu fiz um filme entre meus filhos, então sim, muita coisa mudou. E quando eu fiz esse filme, eu estava interessada nele por ser perto o suficiente de casa e ter certeza de que meu marido poderia vir comigo, de que ele não estaria trabalhando. Nós não queremos passar meses separados, então com o trabalho, nós sempre tentamos organizar para que um sempre possa ir com o outro.

Você planeja tirar um tempo após o nascimento do seu segundo filho?

Sim! Quero dizer, eu voltei para o trabalho quando achei que estava na hora. Eu nunca coloquei pressão em mim mesma. Eu tenho um suporte maravilhoso que é meu marido, minha agente, meu empresário, ninguém me empurrou de volta para o trabalho. Foi a culpa auto induzida. Foi pressão auto induzida. Eu acho que vou ter tempo, e eu saberei que quando projeto certo aparecer e eu saberei quando for a hora certa.

Muitas atrizes falam que não querem interpretar “mãe” ou “esposa/namorada” oposto a um personagem poderoso. O filme ajuda a resgatar o papel de “mãe”?

Oh meu Deus, absolutamente! Quero dizer, essa não é uma mãe comum que está sentada ao lado sendo a parceira do pai engraçado. Ele definitivamente reinventa o que é uma mãe e mostra a realidade do que é ser uma mãe e na melhor forma possível, isso transforma sua cabeça. Eu acho que às vezes em filmes, as mães são deixadas de lado ou são as criaturas perfeitas. Nós não somos nenhum dos dois. Nós estamos em algum lugar e ao redor. Eu acho que esse filme amplifica isso.

Qual foi o melhor conselho que você recebeu sobre ser mãe, ou em geral?

Foi um conselho muito simples que uma amiga me deu quando eu estava grávida da Wyatt e era: ‘Tenha certeza de colocar seu marido em primeiro, você um ao outro em primeiro e então coloque o bebê em primeiro para ambos.’ Quando você coloca seu bebê na frente do seu relacionamento, seu relacionamento ira vacilar e você nunca será uma boa mãe para seu filho. E para nós eu acho que foi importante colocar um ao outro em primeiro e então colocar Wyatt em primeiro para ambos. Bem antes de eu dar a luz, minha amiga estava tipo, aqui está meu conselho sobre isso: ‘Faça uma reserva para si mesma, em quatro semanas a partir desse momento. Faça uma boa reserva em um restaurante para quatro semanas, então você não tem escolha a não ser sair por duas horas. Passe um tempo com seu parceiro, se conectem como parceiros e não como pais.’ E eu acho que isso é incrivelmente importante e trabalhoso, estar conectados como parceiros e não só como pais.

Qual é sua coisa favorita e a menos favorita sobre Hollywood?

 Minha coisa menos favorita são os paparazzi e falta de respeito pelas crianças. Minha coisa favorita é o fato de que eu tenho uma vida incrível. Eu tenho as melhores oportunidades para viajar pelo mundo e conhecer lugares que eu iria só ver em livros de história, conhecer pessoas que são melhores e mais inteligentes do que eu e muito mais fascinantes, que vivem vidas melhores e diversificadas. Eu amo a indústria e as oportunidades que ela oferece.

Qual foi o lugar mais legal que você já esteve graças a sua carreira?

Em qualquer lugar da China, Europa e a maior parte da América. Eu posso dizer que vivi na Itália e que vivi em Londres, Chicago e Detroit, lugares aleatórios em todo mundo. Esqueça Nova York, Londres e LA. Você fica estregado com capacidade de se jogar em uma cultura diferente por três meses, se não mais, e tem algo maravilhoso sobre isso que a maioria das pessoas não poderá fazer. Tenho viajado tanto experimentado uma vida incrível.

Qual o seu conselho para jovens atores?

Se eu tivesse que começar hoje como atriz nessa indústria, eu não saberia por onde começar. É muito diferente. Eu comecei a mais de 20 anos atrás. Não tinha rede social. Não havia nem planos para isso. E agora você tem atrizes conseguindo filmes por causa de seu impacto nas redes sociais. Eu realmente não tenho um conselho porque eu claramente não entendo sobre isso. Eu apenas diria que se você quer ser uma atriz, trabalhe, batalhe, aprenda seu ofício e o faça pelos motivos certos. Não faça porque você quer mais seguidores. Não faça porque você acha que vai conseguir fama e riqueza. Faça porque em algum lugar, de alguma forma, você quer fazer as pessoas felizes, faça porque você se sente completo com qualquer coisa dessa indústria e fica animado mais do que nada.

 Martha Stewart aparece em Bad Moms. Como foi filmar essa cena com ela?

Em um momento eu a toquei e fiquei ‘Oh meu Deus, eu toquei em Marta Stewart.’ Não era atuação. Foi uma reação genuína. Eu amo a Martha. Eu sempre penso ‘O que Martha Stewart faria?’ Martha ficaria decepcionada com a forma que eu arrumo a cama. Martha ficaria desapontada com a minha decoração. Eu a amo; ela é incrível.


Mila responde a perguntas de mães para a Rolling Stone

Durante a promo de Bad Moms em Nova York, Mila respondeu algumas perguntas selecionadas pela Rolling Stone. Ela deu alguns conselhos para as futuras mamães. Confira:

Uma grávida lidando com o julgamento de sua sogra ao tomar uma taça de vinho:

Mila: Você tem duas opções: Não se importar com o que sua sogra pensa. Mas se você vai deixar isso te afetar, não faça isso pois não vale a pena.

Como lidar com dicas de maternidade não desejadas?

Mila: Eu iria apenas não dar ouvidos, sorrir e agradecer educadamente. Se você conseguir, sorria e vá para o seu lugar feliz. Pense nas suas férias, em uma pizza que você comeu, qualquer coisa que te faça feliz. E então, sorria e diga ‘obrigada’.

Como lidar com estranhos lhe encarando feio enquanto seu filho chora em um avião?

Mila: A melhor coisa que posso fazer é oferecer ajuda ou ignorar e esperar a criança ficar bem. Olhar feio? Ignore essa pessoa.


Mila em nova entrevista para o Extra

Durante a premiere de Bad Moms, que aconteceu ontem em Nova York, Mila conversou com o Extra sobre Wyatt, voltar a atuar e muito mais. Confira abaixo:

Na noite de segunda-feira, Mila Kunis mostrou seu estilo e seu novo corte de cabelo na premiere de Bad Moms, em Nova York.

Kunis, que está esperando seu segundo filho com o marido Ashton Kutcher, conversou com o Extra sobre seu novo corte, que na verdade era um faux bob. Ela disse, “Estava úmido e eu não queria lidar com o cabelo. Eu tenho essa equipe incrível então pedi para ‘esconderem tudo.’”

A atriz de 32 anos também contou como sua filha Wyatt, de 21 meses, está lidando com o fato de se tornar uma irmã mais velha. Ela compartilhou, “Quando você diz para uma criança que tem um bebê na sua barriga, eles acham que todo mundo tem um bebê na barriga, então minha filha fica tipo ‘Onde está o bebê?’ e ela aponta para a barriga dela, ela irá apontar para a sua barriga, para a barriga de um estranho, então é um problema pois ela ainda não entende isso, então ela fica ‘Todo mundo tem um bebê na barriga!’”

Mila estava animada em fazer parte de Bad Moms, especialmente sendo uma mãe. “Eu tirei um minuto da atuação depois que eu tive Wyatt, e foi uma surpresa que esse filme apareceu… Atuar é um trabalho de 17 horas, não é das nove às cinco… Ter um roteiro e um grupo incrível de mulheres com quem eu trabalhei, além do meu marido que sempre me apoia, foi a melhor experiência que me fez perceber como é importantes estar completa como um ser humano a fim de ser completa como mãe.”

Apesar de amar ser mãe, Mila também cometeu alguns erros. Ela contou sobre quando levou Wyatt para visitar Ashton no trabalho, mas se esqueceu de prender a garotinha em sua cadeirinha. Kunis admitiu, “Eu olhei no retrovisor e ela não estava presa… Eu estacionei e a prendi… Cheguei ao trabalho do meu marido completamente destruída e comecei a chorar.”


Entrevista + fotos da Mila para a Glamour US

Em entrevista para a Glamour, Mila falou sobre casamento, filhos e sobre Bad Moms. Confira fotos e a entrevista traduzida abaixo:

Photoshoots > 2016 > Steven Pan 

 

Mila Kunis passou sua carreira desfazendo convenções e clichés – de um modo dissimulado e sem esforços. O velho ditado sobre como as mulheres (especialmente as jovens e bonitas) não são engraçadas? Ela vem explodindo isso desde os 14 anos, em That ‘70s Show, interpretando a maravilhosa Jackie com seu jeito sincero, se tornando sua marca registrada.  A noção de que crianças estrelas são destinadas a colapsos, e a má transição para vida adulta? Kunis, nascida na Ucrânia, herdou um gene confuso de seus pais trabalhadores e imigrantes e aplicou isso em sua carreira, brilhando não só em comédias (Ted, Amizade Colorida), mas também em dramas prestigiados (Cisne Negro). Agora, com 32 anos, ter se casado com seu co-star de That ‘70s Show, Ashton Kutcher, Kunis está construindo sua própria família: Em outubro de 2014 nasceu sua primeira filha, Wyatt Isabelle, e quando essa edição foi para a imprensa, ela anunciou estar esperando seu segundo filho. O que nos leva para o mais recente estereótipo que Kunis está derrubando: Aquele de como a paternidade te faz ficar chato. Considere seu último trabalho, Bad Moms. É o primeiro filme que Kunis estrela desde que ela tirou um ano para começar sua família, e é o filme mais vulgar que ela já fez. Escrito e dirigido pela dupla de Se Beber, Não Case, é engraçado, sujo, e, acima de tudo, é franco sobre a sexualidade feminina, ambição, a mudança de papéis das mães nos dias de hoje. Debaixo de todas as falas, Kunis observa, é um assalto na ideia de que a mulher – mães em particular – “tem que ser perfeitas o tempo todo.” Ela interpreta uma “metódica, trabalhadora e desvalorizada” mãe de dois filhos, que, como Kunis completa, diz “Foda-se.”

Passe um tempo com ela, o que eu fiz, em um lugar em São Francisco, e é claro que seu desejo de criar “uma pequena humana com mente aberta” – logo será humanos – só fortaleceu suas convicções políticas e a fez ainda mais franca. Quando eu mencionei Donald Trump e sua política anti-imigrantes, por exemplo, ou padrões irreais de beleza impostos pela sociedade, ela não poupou. É bom ter você de volta, Mila.

GLAMOUR: Em 2012 você disse a Glamour:  “Eu prefiro estar apaixonada e ter um bebê do que ter um filme”. E agora você está aqui com os três. Existiu algum momento onde você pensou que teria que escolher?

MILA: Eu tenho – batendo na madeira – muita sorte. Mas eu escolhi. Eu tirei um bom tempo de folga. Se fosse pelo Ashton, nós teríamos filhos bem mais cedo. Mas eu tinha contratos com filmes que eu tinha que cumprir. Eu estava, “Deixe-me terminar essa última coisa, Jupiter Ascending, e lá vamos nós. Vou fazer uma pausa longa.” E deixe-me lhe dizer, quando eu recebia uma oferta, eu nem mesmo vacilava. Eu ficava tipo. “Não, eu estou grávida, “Não, eu tenho um bebê.” Eu não estava pronta para voltar. Eu estava feliz dizendo não e eu sabia que era decisão certa.

GLAMOUR: Alguma vez você temeu, “Oh, eu disse não tantas vezes, eles não vão me ligar novamente”?

MILA: Eu estava bem com isso. Eu estava tipo: “O que tiver que acontecer, vai acontecer.” Como um ator, você viaja bastante. Não é bom para o casamento. Em um casamento, você e seu parceiro vêm em primeiro lugar. E ao menos que você e seu parceiro estejam felizes, aquela criança nunca vai ser feliz. Eu comecei a minha empresa de produção recentemente, então eu trabalho bastante. Eu não posso não trabalhar. Eu não sei o que é não trabalhar, minha família marcou isso em mim.

GLAMOUR: Seus pais deixaram a Ucrânia com você quando você era bem nova, pois eles são judeus e era uma época de antissemita. Apesar de seus graus e profissões no seu país, eles eram a classe trabalhadora quando vieram para a América. Você sentia o sofrimento?

MILA: Não. Eu não tinha ideia. Eu era bem protegida.

GLAMOUR: Do que eles estavam te protegendo?

MILA: Meus pais enfrentaram um inferno. Eles vieram para a América com malas, uma família de sete e US $250. Meus pais, por anos, trabalharam em tempo integral e foram para a escola. Eles iam para escolas noturnas para aprender inglês. Minha mãe começou a trabalhar na Thrifty em Cluver City como uma empacotadora. Era isso que ela fazia para aprender inglês; então ela tornou-se caixa. Meu pai trabalhou em – foda-se, eu sei – sete trabalhos? Ele pintou uma casa. Ele entregava sanitários. Ele dirigia um taxi, entregava pizzas. Qualquer coisa que ele pudesse fazer, ele fazia. E no final meu pai era proprietário de taxis, minha mãe se tornou gerente de um Rite-Aid; eles comparam um carro e uma casa. Mas crescer sendo pobre, eu nunca senti falta de nada. Meus pais fizeram um belo trabalho em não me deixar sentir como se eu fosse menos que as outras crianças.

GLAMOUR: Dada a história da sua família, lhe desperta algo ver concorrentes a presidência como Donald Trump ser contra imigrantes mexicanos, e seu medo de imigrantes muçulmanos?

MILA: É muito mais que isso. Toda a coisa dos refugiados da Síria – nós viemos para cá como refugiados religiosos, e eu não vou explodir o país. Eu estou pagando impostos. Eu não estou levando nada embora. Então o fato das pessoas olharem para o que está acontecendo e ficaram: “Pfft, eles vão explodir a merda toda?” Me deixa triste ver quanto medo nós temos. E ir disso para, “Hey, vamos construir uma parece entre Los Angeles e México”… Eu não tenho que responder isso. Não tem motivo. É um discurso feito. E o levou longe o bastante. Ninguém deveria estar bravo com ele; fizemos isso com nós mesmos.

GLAMOUR: Então você veio para a América, aprendeu inglês e teve sua estreia aos 14 anos. Com o tempo você provou ter um grande alcance. Aborrece-te, que todas as pessoas que te amaram em Family Guy, Ted e Forget Sarah Marshall, trabalhos mais cômicos no geral, consideram isso menos artístico que um drama como Cisne Negro?

MILA: É estranho. Não importa se você finge chorar ou finge rir, você está fingindo de qualquer jeito. É igualmente fácil ou difícil. Não é como, “Oh cara, eu estou fazendo um filme onde eu preciso chorar isso significa trabalho pesado.” [Risos.]

GLAMOUR: Então o que te atraiu para Bad Moms?

MILA: Sendo meu primeiro filme depois da Wyatt, eu decidi fazer uma comédia. É um bom set para trabalhar e estar sempre feliz todos os dias ao invés de estar em um lugar triste.

GLAMOUR: O filme é tratado como uma libertação. Há expectativas irreais colocadas sobre as mães, e sua personagem as rejeita. Quais são as políticas do filme, como você as vê?

MILA: Eu acho que é a realização de um desejo. Há coisas que você fantasia estar fazendo e falando, e no final não faz, pois é ilegal. Esse filme não tem nada ilegal. Minha personagem teve dois filhos muito jovem, casou com seu namorado da escola, trabalha como louca, e está com seus trinta anos agora; seu marido é um preguiçoso que nunca saiu dos vinte anos. Ela o pega traindo e apenas o manda ir se foder.

GLAMOUR: Eu já vi algumas cenas do filme, piadas sexuais – sobre lidar com o prepúcio de um pênis nas preliminares, socar outra mulher nos peitos, e enfiar pênis flácidos durante o sexo. Não deveria ser chocante ver mulheres falando sobre isso em 2016…

MILA: Foi chocante?

GLAMOUR: Mais ou menos. De uma boa forma: É algo que não vimos o suficiente. Mas como um cara, eu imagino sendo uma versão mais aumentada das conversas que as mulheres têm o tempo todo.

MILA: É exatamente isso. O filme foi escrito pelos meus autores de Se Beber, Não Case, como uma homenagem para suas esposas. E por mais elevado que o dialogo seja – todo mundo fala bem rápido – essas cenas não são intensificadas. Elas são 100% sobre a experiência de alguém.

GLAMOUR: O que esses escritores masculinos acertaram sobre as mulheres?

MILA: O desejo de ser perfeita. Mulheres tem essa coisa estranha de tentarem ser uma pessoa perfeita – parecer perfeita, ser perfeita, agir perfeitamente, ter suas crianças agindo de certa forma. Mulheres colocam muita pressão em si mesma.

GLAMOUR: Seguindo essa linha de pensamento: A foto que você tirou para a contracapa desta revista é rosto limpo…

MILA: Nós usamos tipo, nada de maquiagem.

GLAMOUR: Como você se sentiu ao ser fotografada dessa maneira?

MILA: Bem! Eu não uso maquiagem. Eu não lavo meu cabelo todos os dias. Não é algo que eu associo a mim. Eu elogio mulheres que acordam 30, 40 minutos mais cedo para fazer um delineado. Eu acho lindo. Mas eu não sou essa pessoa. Então fazer um photoshoot e ter minha maquiadora colocando apenas um creme fácil e me mandando fazer uma foto, eu fiquei “Bom, isso faz a vida mais simples.” E você ainda está protegida. Ninguém está aqui para te fazer ficar mal. Você assiste Game of Thrones?

GLAMOUR: Sim.

MILA: Não é como se eu estivesse sendo investigada e forçada a andar nua pelas ruas enquanto jogam merda em mim.

GLAMOUR: [Risos.] Como você se sente sobre manipulação de imagens?

MILA: Eu odeio. Teve uma empresa que eu fiz uma sessão de fotos uma vez e eles manipularam tanto a foto, que não parecia comigo, eu fiquei: “Mas nem sou eu!” Tipo, qual é o sentido? Você quer o meu nome, e então quer uma versão minha que não é real. Eu absolutamente odeio isso. Agora, às vezes eu quero que diminuam meus olhos? Me ajudar com um pouco de luz. Mas eu quero que eles afinem minhas penas, diminuam minha cintura, curvem meus quadris, alonguem meus pescoço, blá blá blá? Não.

GLAMOUR: Concordo. Sobre o tema da honestidade: Antes de ter Wyatt você disse: “Eu amo mulheres que dizem ‘Eu odeio meus filhos’. Isso lhe permite saber que você não está sozinha com seus sentimentos.” Então seguindo nisso. Quais são as coisas difíceis sobre a maternidade que ninguém lhe falou?

MILA: Crianças são loucas pra caralho. Elas também são suicidas. Tipo, no parquinho, alguns deles tem uma abertura para as crianças mais velhas saltarem. Ela tem 19 meses; ela não consegue pular. Ela apenas sai correndo como se estivesse em um navio pirata. Outra coisa importante é saber que crianças têm personalidade e que não são como a sua. Eu tenho uma filha amorosa. Ela quer abraçar todas as crianças. Eu não a ensinei a ser amorosa. Isso não tem nada a ver comigo. Eu percebi que você pode controlar apenas um pouco.

GLAMOUR: Você e Ashton se conheceram em That ‘70s Show, quase 20 anos atrás. Que tipo de alicerce isso dá a uma relação por ter passado por isso juntos?

MILA: Nós não podemos enganar um ao outro. Eu literalmente não consigo mentir para ele. Ele pode me desvendar em tudo e eu posso fazer o mesmo, não tem nada sobre o rosto de outra pessoa que não sabemos. Sabemos quando estão agindo de certa forma, então sabemos que estão mentindo. Às vezes ele olha para mim, tipo, “Sério?” E eu fico tipo: “Foda-se.” [Risos.]

GLAMOUR: Você conhece cada gesto, cada tic.

MILA: Sim. Não tem nada que não saibamos um sobre o outro, pois nos conhecemos por tanto tempo: o feio, o mau, o bom. Passamos por um período onde eu achei que ele estava louco. No auge de sua carreira eu estava tipo: “Ugh, eu não gosto de você. Eu nem te conheço mais. Você se acha grande merda.”

GLAMOUR: Vocês terminaram antes mesmo de estarem juntos?

MILA: Sim, totalmente. Rompimentos de amizade. E então nós voltávamos tipo: “Oh, me desculpe. Não tive a intenção de exagerar.” “Está tudo bem.” O tempo todo. É como estar casado com seu melhor amigo. É um cliché, é brega. Mas é a verdade.

GLAMOUR: Quando criança, você disse que nunca se casaria.

MILA: Eu sei. Eu sei. [Risos]

GLAMOUR: Sobre o que era isso?

MILA: Compromisso parecia ótimo, mas eu não acreditava no casamento. Eu cresci em West Hollywood, e meu irmão me lembrou de que aos 12 anos eu falava: “Quando os gays conseguirem se casar, eu irei me casar.” Eu estava afrente do meu tempo. A Suprema Corte decidiu sobre o casamento homossexual, e foi ai que Ashton e eu nos casamos.

GLAMOUR: Muitas pessoas que estão no olho do público realizam seus casamentos de forma secreta, que foi o que vocês fizeram. Você também confirmou publicamente quase um ano depois. Porque esperar?

MILA: Nós nunca negamos; nós apenas nunca falamos sobre isso. Era algo que não tinha a ver com mais ninguém.

GLAMOUR: Ashton é parte do mundo da tecnologia, onde muitas vezes há coisas que podem ser resolvidas de longe. Como essa parte de seu cérebro se manifesta no casamento?

MILA: Ele tem um desejo constante de concertar um problema. Ele sempre está fazendo algo de pai. Ele não fala: “Eu não sei,” e joga suas mãos pra cima. Ele sempre fala: “Nós podemos arrumar.”

GLAMOUR: O que você se preocupa e que ele não poderia dar a mínima sobre, e vice-versa?

MILA: Eu amo The Real Housewives of Beverly Hills. [Risos]. Ele acha que isso mata o cérebro. E ele vive e respira futebol. Quando começamos a namorar, eu baixei o aplicativo da ESPN para saber quando o time dele perdia ou ganhava então eu saberia o que fazer. Se o Bears perder, todo seu domingo vai pro lixo. Então isso salvou nosso relacionamento.

GLAMOUR: Eu me lembrei de que em seu último casamento, com Demi Moore, ele teve experiência com paternidade. Ele teve três enteadas. E se você consegue lidar com adolescentes…

MILA: Você pode lidar com qualquer coisa. Eu acho que todos os presidentes deveriam ter garotas adolescentes antes de virarem presidentes. Se você consegue lidar com os hormônios, você pode lidar com qualquer coisa.

GLAMOUR: Você sabe disso por que…

MILA: Eu era uma. Quando eu estava com 21 anos meus hormônios se estabilizaram, eu me desculpei com a minha mãe. Nós estávamos em um restaurante italiano, nós tínhamos tomado umas taças de vinho, e eu disse: “Me desculpe por ser uma vadia todos esses anos,” e ela apenas disse, “Tudo bem.”

GLAMOUR: Houve uma transgressão especifica que você estava pensando?

MILA: Não. Eu só estava um pouco chateada o tempo todo. Tudo era tão imediato e permanente. Se eu pudesse voltar no tempo e conversar comigo mesma eu diria: “Nem tudo é permanente.” Eu posso te prometer que agora esse não é o caso. Tenha um filho e você vai perceber: No segundo que você pensa que desvendou a merda toda, você simples não desvendou. É o melhor remédio para acordar.